domingo, 6 de setembro de 2009

"A saúde precisa de boa gestão e não da criação da CSS"


Diretores de entidades do setor recriminam a criação do novo imposto


Enquanto uns aprovam, outros se mostram completamente contra a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). A ideia de se ter um novo imposto tem incomodado órgãos e associações, como é o caso da AMB que tem se posicionado contra desde a época em que a CPMF estava em votação para ser prorrogada. "A CSS é um fato novo que não foi discutido com a Associação Médica, mas na vez passada fomos contra a prorrogação da CPMF e como analogia a AMB é contra a formação de um novo tributo", comenta o diretor de defesa profissional da Associação Médica Brasileira, Roberto Queiroz Gurgel.
De acordo com o médico, a Emenda Constitucional 29 ainda não foi aprovada porque, em 2007, esteve atrelada à prorrogação da CPMF. "O mesmo está acontecendo agora. Não sou economista, mas acho errado vincular a EC29 à criação de um novo imposto. A EC29 é uma necessidade do País e define o que é e o que não é gasto na saúde. O aumento do valor a ser repassado ao setor é uma outra discussão e o governo deveria envolver a sociedade no debate sobre este novo imposto", defende Gurgel.

A AMB ressalta ter uma visão boa em relação à EC29, mas acredita que a sua votação pode ser prejudicada se for atrelada novamente à criação de um novo imposto. "Defendemos com unhas e dentes a EC29. Ela define os gastos com a saúde e tem a meta de regularizar os gastos indiretos, até inativos da secretaria são colocados como recursos com a saúde, e não são. Por isso reafirmo que a EC29 é um ganho tremendo, porque deixa de ser inserido um monte de penduricalhos para se burlar a lei. Mas para essa regularização acontecer tem que deixar de lado essa história de CSS". Gurgel cita o estado de Sergipe como um exemplo de região que tem uma regulação estadual para definir os gastos com a saúde e torce para que seja aprovada uma regra nacional.

A favor da regulação da EC29 e contra a CSS. Entidades como o Conselho Federal de Medicina e a Frente Parlamentar de Saúde também assumem tal posição, segundo Gurgel. "É uma bandeira de movimento médico nacional. Não vamos dar um cheque em branco para os políticos".

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi) partilha a opinião do diretor de defesa profissional da AMB, Roberto Gurgel, e vai além: "Nos últimos tempos, o governo vem arrecadando um volume de recursos em impostos cada vez maior. Inclusive, suplantando a perda de arrecadação da CPMF idealizada pelo professor Adib Jatene. Os analistas econômicos são unânimes em afirmar que, com a recuperação da economia, o tesouro aumentará ainda mais seus recursos. Portanto, consideramos prejudicial e desnecessária a criação de um novo imposto", afirma o diretor da Abraidi, Sérgio Madeira.

O grupo que defende a não criação da CSS acredita em uma gestão mais eficiente para a redistribuição correta da verba. "Antes de criar um novo tributo é necessário entender como está sendo usado o orçamento atual na área da saúde e estudar novas maneiras de redistribuir a verba nas diversas esferas. A melhor saída para a saúde não é a criação de um novo imposto e sim a gestão eficiente dos recursos existentes", argumenta a presidente da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Liliana Perez.

No ano passado, representantes do setor alegam que o governo ampliou a sua arrecadação, mesmo sem a CPMF e a CSS. Em 2009, acredita-se que a arrecadação será menor devido à crise econômica. "O fato é que da grande arrecadação o governo não alocou nada em adição para a área da saúde, para o SUS. Foi alocado apenas no crescimento do número de funcionários e expansão dos gastos com folhas, com Bolsa Família e na previdência, essas são as prioridades do governo e por isso ele consumiu toda a arrecadação nesses itens e esse ano com a queda de arrecadação esses gastos já estavam comprometidos, mas serão mantidos", conclui o ex-ministro da Previdência e Assistência Social e atual superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), José Cechin, ao temer que uma novo imposto não necessariamente iria para a saúde.

O outro lado

Quem é contrário a aprovação da EC29 e da CSS afirma que assim como foram desviados recursos da CPMF, que deveria ter sido exclusiva para a saúde, o mesmo pode acontecer com as novas arrecadações. Mas para o senador Augusto Botelho (PT-RR), relator da EC29 à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, recolher mais verba para a saúde é uma necessidade. O senador, assim como aqueles que apoiam mais recursos para a saúde, pedem que no mínimo a oposição retire a obstrução e permita que se vote a EC29 e a CSS.

por Thaia Duó - 04/09/2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O caos nosso de cada dia

O caos nosso de cada dia



O que promove o indivíduo na sociedade de consumo é a posse de um bem e não o seu uso ; nela o desejo de posse é mais importante do que a vontade de usufruir. Os que aparentam ou ostentam o sucesso tornam-se alvo de inveja e de cobiça, tanto por parte dos privilegiados quanto dos excluídos. Mas só a reação dos últimos, os pobres e os miseráveis, tem sido fonte de preocupação social.
Levado ao extremo esses sentimentos podem provocar a necessidade de subjugar ou eliminar o invejado, sempre que ele representar um obstáculo à satisfação das necessidades idealizadas. Para os que não atingiram a condição de cidadãos, ou que a perderam por algum infortúnio, como o desemprego, desaparece o medo das conseqüências pelas transgressões praticadas. Ao contrário, cresce em seu íntimo um impulso de confrontar as normas, estatutos e leis. E, certamente, a tentação de ingressar na ilegalidade, até como forma de escapar de um perturbador sentimento de inferioridade.
O resultado disso tem sido uma assustadora escalada de conflitos, marcada pelo recrudescimento de todas as formas de radicalismos. Em nosso caso particular, esse fato está tornando caótica a realidade urbana, contrapondo verdadeiros "neo-estados" ao Estado legal.
Na batalha social contemporânea a luta pelo viver e sobreviver ameaça seriamente a estabilidade mental de todos os cidadãos. Esse quadro está se agravando com a irrupção generalizada de variadas formas de violência, fazendo com que o comportamento habitual oscile entre destemor irracional e o horror paralisante.
Chegamos ao que Mario de Andrade profetizou: a um grau de canibalismo social intolerável. A ferocidade é agora um sentimento que identifica os que muito têm com os que nada possuem. Os “territórios”, aristocráticos ou miseráveis, são defendidos com o mesmo primitivismo e a mesma selvageria. As ruas viraram cenários de verdadeiras batalhas, multiplicando o número das vítimas inocentes dos confrontos reiterados.
Os avanços da ciência marcam a forma com que os homens identificam a vida social. Mas o ciclo das inovações tecnológicas sempre padeceu de um pecado original : cada problema que resolvia outros mais inquietantes gerava. E como hoje não existe quase intervalo entre as novidades científicas e sua aplicação prática, esse fenômeno se agrava continuadamente.
Qualquer nova descoberta faz com que o "marketing" passe a considerar ultrapassadas as máquinas e os instrumentos que representam a solução tecnológica imediatamente anterior. E promove seu consumo à condição de necessidade absoluta. Uma recente frase, de Bill Gattes, consagra esse irracionalismo consumista : “nossa meta é tornar os nossos produtos obsoletos, antes que os concorrentes o façam”.
Uma conseqüência crítica da evolução tecnológica, entre nós, foi a aceleração da migração em direção aos centros urbanos, onde já se concentra cerca de 75% de toda a população brasileira. Segundo o IBGE, entre 1991 e 1996, 1,8 milhões de pessoas abandonaram as zonas rurais. Essa onda incontrolável reúne hoje uma crescente legião de desesperados. Ávidos por usufruir os benefícios de um progresso hipotético eles invadem a periferia das cidades mais desenvolvidas ou supostamente com melhores condições de sobrevivência e trabalho. A esperança primeiro se transforma em desencanto e logo depois em revolta incontrolável. Esse mecanismo pode não explicar toda a violência urbana mas certamente corresponde ao que ocorre na grande maioria dos casos.
A solução, todos sabem, está na criação de estímulos inversos, capazes de possibilitar a fixação desses migrantes no campo. Agora mesmo, quando as forças políticas se proclamam mobilizadas para a modernização do país nenhuma proposta clara é apresentada para modificar nossa estrutura agrária medieval. Mas enquanto uma solução estrutural não se efetiva, urge intensificar o trabalho de integração dos aglomerados periféricos consolidados,assegurando-lhes os serviços públicos básicos: saneamento, assistência médica, água, luz e amparo legal.
Os projetos já executados, em nosso meio, transformando favelas em bairros, demonstraram que essa empreitada inadiável custa menos de dois salários mínimos, por habitante. Há quase dez anos já dizia o economista Carlos Lessa: “Caso se coloque, como meta anual,atender a 4 milhões de pessoas, no conjunto das cidades brasileiras, o gasto será de 2 bilhões de dólares por ano ; no final de 10 anos, alcançaríamos um total de 40 milhões de beneficiários, a um custo de 20 bilhões de dólares... o que representa apenas 7% do produto interno bruto ( PIB ) " .
Só na recente e infeliz tentativa de proteger o real do capital especulativo, que de nada valeu, o país jogou no lixo o que daria para custear um projeto dessa envergadura, de repercussão social inestimável.
Alvaro Acioli – Medico da Associação Fluminense de Medicina
A Folha de Niteroi - Ed. 201 - 5 a 11 de fevereiro de 1999
Colaboração do Prof. Wellington Santos
Universidade Estácio de Sá
Pós-graduação em Auditoria de Sistemas de Saúde


sábado, 11 de julho de 2009

200 Livros selecionados pela Revista BRAVO, especializada em Literatura.


100 LIVROS LITERATURA BRASILEIRA
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, Machado de Assis
DOM CASMURRO, Machado de Assis
VIDAS SECAS, Graciliano Ramos
OS SERTÕES, Euclides da Cunha
GRANDE SERTÃO: VEREDAS, Guimarães Rosa
A ROSA DO POVO, Carlos Drummond de Andrade
LIBERTINAGEM, Manuel Bandeira
LAVOURA ARCAICA, Raduan Nassar
A PAIXÃO SEGUNDO G.H., Clarice Lispector
MACUNAÍMA — O HERÓI SEM NENHUM CARÁTER, Mário de Andrade
LIRA DOS VINTE ANOS, Álvares de Azevedo
O TEMPO E O VENTO, Erico Verissimo
MORTE E VIDA SEVERINA, João Cabral de Melo Neto
VESTIDO DE NOIVA, Nelson Rodrigues
SERAFIM PONTE GRANDE, Oswald de Andrade
CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA, Lúcio Cardoso
OS ESCRAVOS, Castro Alves
O GUARANI, José de Alencar
ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA, Cecília Meireles
TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA, Lima Barreto
SÃO BERNARDO, Graciliano Ramos
LAÇOS DE FAMÍLIA, Clarice Lispector
SERMÕES, Padre Vi eira
AS MENINAS, Lygia Fagundes Telles
SAGARANA, Guimarães Rosa
NOVA ANTOLOGIA POÉTICA, Mário Quintana
NAVALHA NA CARNE, Plínio Marcos
A OBSCENA SENHORA D, Hilda Hilst
NOVA ANTOLOGIA POÉTICA, Vinícius de Moraes
BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA, Antônio de Alcântara Machado
PAULICÉIA DESVAIRADA, Mário de Andrade
I-JUCA PIRAMA, Gonçalves Dias
BAÚ DE OSSOS, Pedro Nava
A VIDA COMO ELA É, Nelson Rodrigues
A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS, João do Rio
ESTRELA DA MANHÃ, Manuel Bandeira
OBRA POÉTICA, Gregório de Matos
GABRIELA, CRAVO E CANELA, Jorge Amado
MARÍLIA DE DIRCEU, Tomás Antônio Gonzaga
CLARO ENIGMA, Carlos Drummond de Andrade
MAR ABSOLUTO, Cecília Meireles
MALAGUETA, PERUS E BACANAÇO, João Antônio
O PAGADOR DE PROMESSAS, Dias Gomes
NOITE NA TAVERNA, Álvares de Azevedo
ROMANCE D’A PEDRA DO REINO E O PRÍNCIPE DO SANGUE DO VAI-E-VOLTA, Ariano Suassun a
BAGAGEM, Adélia Prado
VIVA O POVO BRASILEIRO, João Ubaldo Ribeiro
MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, Manuel Antônio de Almeida
CARTAS CHILENAS, Tomás Antônio Gonzaga
CANAÃ, Graça Aranha
MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR, Oswald de Andrade
A COLEIRA DO CÃO, Rubem Fonseca
ESPUMAS FLUTUANTES, Castro Alves
UM COPO DE CÓLERA, Raduan Nassar
A ESTRELA SOBE, Marques Rebelo
POEMA SUJO, Ferreira Gullar
LUCÍOLA, José de Alencar
O ATENEU, Raul Pompéia
FOGO MORTO, José Lins do Rego
O QUINZE, Rachel de Queiroz
SEMINÁRIO DOS RATOS, Lygia Fagundes Telles
INVENÇÃO DE ORFEU, Jorge de Lima
TERRAS DO SEM FIM, Jorge Amado
BROQUÉIS, Cruz e Souza
O ENCONTRO MARCADO, Fernando Sabino
A MORENINHA, Joaquim Manuel de Macedo
MORANGOS MOFADOS, Caio Fernando Abreu
O EX-MÁGICO, Murilo Rubião
O PICAPAU AMARELO, Monteiro Lobato
AS METAMORFOSES, Murilo Men des
HARMADA, João Gilberto Noll
ÓPERA DOS MORTOS, Autran Dourado
O CORTIÇO, Aluísio Azevedo
A ESCRAVA ISAURA, Bernardo Guimarães
200 CRÔNICAS ESCOLHIDAS, Rubem Braga
O VAMPIRO DE CURITIBA, Dalton Trevisan
O CORONEL E O LOBISOMEM, José Cândido de Carvalho
OS RATOS, Dyonélio Machado
O ANALISTA DE BAGÉ, Luis Fernando Verissimo
FEBEAPÁ, Stanislaw Ponte Preta
O HOMEM E SUA HORA, Mário Faustino
CATATAU, Paulo Leminski
OS CAVALINHOS DE PLATIPLANTO, José J. Veiga
AVALOVARA, Osman Lins
EU, Augusto dos Anjos
O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?, Fernando Gabeira
O BRAÇO DIREITO, Otto Lara Resende
QUARUP, Antonio Callado
A SENHORITA SIMPSON, Sérgio Sant’Anna
TREMOR DE TERRA, Luiz Vilela
ZERO, Ignácio de Loyola Brandão
GALVEZ, IMPERADOR DO ACRE, Márcio Souza
VIVA VAIA, Augusto de Campos
GALÁXIAS, Haroldo de Campos
INOCÊNCIA, Visconde de Taunay
PO ESIAS, Olavo Bilac
O TRONCO, Bernardo Élis
O URAGUAI, Basílio da Gama
JUCA MULATO, Menotti del Picchia
CONTOS GAUCHESCOS, João Simões Lopes Neto
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100 LIVROS LITERATURA MUNDIAL
1. Ilíada, Homero
2. Odisséia, Homero
3. Hamlet, William Shakespeare
4. Dom Quixote, Miguel de Cervantes
5. A Divina Comédia, Dante Alighieri
6. Em Busc a do Tempo Perdido, Marcel Proust
7. Ulysses, James Joyce
8. Guerra e Paz, Leon Tolstoi
9. Crime e Castigo, Dostoiévski
10. Ensaios, Michel de Montaigne
11. Édipo Rei, Sófocles
12. Otelo, William Shakespeare
13. Madame Bovary, Gustave Flaubert
14. Fausto, Goethe
15. O Processo, Franz Kafka
16. Doutor Fausto, Thomas Mann
17. As Flores do Mal, Charles Baldelaire
18. Som e a Fúria, William Faulkner
19. A Terra Desolada, T.S. Eliot
20. Teogonia, Hesíodo
21. As Metamorfoses, Ovídio
22. O Vermelho e o Negro, Stendhal
23. O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
24. Uma Estação No Inferno,Arthur Rimbaud
25. Os Miseráveis, Victor Hugo
26. O Estrangeiro, Albert Camus
27. Medéia, Eurípedes
28. A Eneida, Virgilio
29. Noite de Reis, William Shakespeare
30. Adeus às Armas, Ernest Hemingway
31. Coração das Trevas, Joseph Conrad
32. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
33. Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf
34. Moby Dick, Herman Melville
35. Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe
36. A Comédia Humana, Balzac
37. Grandes Esperanças, Charles Dickens
38. O Homem sem Qualidades, Robert Musil
39. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
40. Finnegans Wake, James Joyce
41. Os Lusíadas, Luís de Camões
42. Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
43. Retrato de uma Senhora, Henry James
44. Decameron, Boccaccio
45. Esperando Godot, Samuel Beckett
46. 1984, George Orwell
47. Galileu Galilei, Bertold Brecht
48. Os Cantos de Maldoror, Lautréamont
49. A Tarde de um Fauno, Mallarmé
50. Lolita, Vladimir Nabokov
51. Tartufo, Molière
52. As Três Irmãs, Anton Tchekov
53. O Livro das Mil e uma Noites
54. Don Juan, Tirso de Molina
55. Mensagem, Fernando Pessoa
56. Paraíso Perdido, John Milton
57. Robinson Crusoé, Daniel Defoe
58. Os Moedeiros Falsos, André Gide
59. Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
60. Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
61. Seis Personagens em Busca de um Autor, L uigi Pirandello
62. Alice no País das Maravilhas, Lewis Caroll
63. A Náusea, Jean-Paul Sartre
64. A Consciência de Zeno, Italo Svevo
65. A Longa Jornada Adentro, Eugene O’Neill
66. A Condição Humana, André Malraux
67. Os Cantos, Ezra Pound
68. Canções da Inocência/ Canções do Exílio, William Blake
69. Um Bonde Chamado Desejo, Teneessee Williams
70. Ficções, Jorge Luis Borges
71. O Rinoceronte, Eugène Ionesco
72. A Morte de Virgilio, Herman Broch
73. As Folhas da Relva, Walt Whitman
74. Deserto dos Tártaros, Dino Buzzati
75. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez
76. Viagem ao Fim da Noite, Louis-Ferdinand Céline
77. A Ilustre Casa de Ramires, Eça de Queirós
78. Jogo da Amarelinha, Julio Cortazar
79. As Vinhas da Ira, John Steinbeck
80. Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
81. O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger< br /> 82. Huckleberry Finn, Mark Twain
83. Contos de Hans Christian Andersen
84. O Leopardo, Tomaso di Lampedusa
85. Vida e Opiniões do Cavaleiro Tristram Shandy, Laurence Sterne
86. Passagem para a Índia, E.M. Forster
87. Orgulho e Preconceito, Jane Austen
88. Trópico de Câncer, Henry Miller
89. Pais e Filhos, Ivan Turgueniev
90. O Náufrago, Thomas Bernhard
91. A Epopéia de Gilgamesh
92. O Mahabharata
93. As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
94. On the Road, Jack Kerouac
95. O Lobo da Estepe, Hermann Hesse
96. Complexo de Portnoy, Philip Roth
97. Reparação, Ian MacEwan
98. Desonra, J.M. Coetzee
99. As Irmãs Makioka, Junichiro Tanizaki
100 Pedro Páramo, Juan Rulfo

A narrativa da doença



“A literatura ajuda Médicos a compreender a história de seus pacientes e a formular diagnósticos mais precisos”.
* Moacyr Scliar


Frustrado pela escassa repercussão de sua obra literária, o grande escritor tcheco Franz Kafka (1883 – 1924) observou que sua trajetória girava em torno do absurdo que é trocar a vida por palavras. Isso pode mesmo ser uma incoerência; mas a verdade é que a vida só pode ser compreendida, se for expressa em palavras. Nasce assim aquilo que é parte inseparável pela existência humana: a narrativa.

Contar e ouvir histórias são necessidades que estão embutidas em nosso próprio genoma. Daí os mitos, aquelas fantasias que servem para explicar fenômenos em geral naturais que, de outra maneira, seriam incompreensíveis ao menos para as culturas ditas primitivas. Daí também as histórias infantis, das quais criança alguma prescinde. Daí os livros sagrados, o Antigo Testamento, o Novo Testamento e o Corão. E daí também a grande literatura. Escritores tornaram-se célebres por usar as palavras – e a narrativa – como meios de criação estética.

Apesar do ceticismo de Kafka, continuamos a nos maravilhar com sua ficção. Mas todo mundo conta histórias, seja como forma de confraternização, de divertimento, de desabafo. A narrativa esta presente no cotidiano, às vezes em situações angustiantes. É o caso da narrativa de pacientes que vão ao médico. A pergunta: “O que o traz aqui?” ou “Em que posso ajudá-lo?” faz com que a pessoa, com maior ou menor dificuldade, conte uma história que pode começar assim: “Eu estava bem doutor, mas aí surgiu essa dor no peito...”.

A medicina tem um nome para a história que o paciente narra espontaneamente ou respondendo a perguntas: anamnese. A palavra vem do grego e quer dizer “não esquecer”, “lembrar”. Aquilo que a pessoa diz é então “traduzido”para a linguagem técnica no sentido de formular um diagnóstico ou uma hipótese. Isto, som apoio do exame clínico e das análises complementares, como as dosagens sanguíneas. À medida que a tecnologia foi se aperfeiçoando, diminuiu a importância da anamnese, que às vezes se restringe a alguns minutos. Mas essa mudança não se fez sem um preço. Médicos e pacientes constatam – com preocupação – que prejudica a empatia. Resultado: insatisfação, que muitas vezes se transforma em até em processos judiciais contra os profissionais.

Muitos médicos estão tentando recuperar a importância que a narrativa do paciente tinha no passado. São adeptos da medicina narrativa que tem vários expoentes, a começar pela médica americana Rita Charon, que dirige o pioneiro programa de medicina narrativa na prestigiosa Universidade de Columbia, em Nova York,e que ensina médicos e estudantes a valorizar a história, e, por meio dela, a vida emocional do paciente. Para isso, o programa busca ajuda na teoria literária, e isso, a também PhD em literatura Rita Charon conhece bem.

Grandes escritores – Machado de Assis de O alienista, Leon Tolstoi de A morte de Evan Illich, Thomas Mann de A montanha mágica – podem nos ensinar muito sobre a condição humana numa situação-limite de doença. Estudar escritores é parte do curso da Columbia, que se enquadra nas humanidades médicas, grupo de disciplinas que ensinam a lidar com o contexto histórico, social e psicológico que envolve a enfermidade.

Será a medicina narrativa uma especialidade? Rita é a primeira a responder negativamente. Não se trata de saber manejar este ou aquele equipamento, realizar tal ou qual procedimento; trata-se de uma atitude diante de uma pessoa doente, uma disponibilidade que traz em si a generosidade e a arte da grande literatura.

*Moacyr Scliar é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

Aroldo Moraes Junior
PhD em Health Economic


Publicado na revista Mente&Cérebro – Junho 2009.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"Preço na rede privada é quatro vezes maior que no SUS"


Essa foi a manifestação da Unimed na reunião discutida ontem na Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde
Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista da Unimed do Brasil, afirmou que sistemas privados de saúde pagam até quatro vezes mais por um produto ortopédico, em comparação com o preço pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O assunto foi debatido nesta terça-feira (07) pela Subcomissão de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde.
- Deveria haver um controle rigoroso do mercado, que é leonino. Isso acaba piorando as condições do SUS, que não dá conta de atender seus clientes e mais os que migram da saúde suplementar - revelou.
O representante da Unimed ressaltou a importância de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) adotarem "estratégia rápida" para coibir abusos no início da cadeia produtiva, com um acompanhamento de preços, antes de o produto ser oferecido ao médico e ao paciente.
Valdmário Rodrigues Júnior assinalou que o sistema cooperativo tem investido em prevenção e qualidade na prestação do serviço e insistiu na necessidade de "regulamentação rigorosa" do mercado.
Violação da ética
Jorge Luiz da Cunha Carvalho, representante da ANS, denunciou a existência de prática contrária ao código de ética médica, na indicação do equipamento a ser utilizado pelo paciente, situação que está sendo discutida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
- O médico vai fazer uma cirurgia de coluna e receber de R$ 300 a R$ 400, e a prótese vai custar R$ 40 mil, R$ 50 mil. Isso leva à procura de vantagens na colocação de material A ouB - denunciou.
A AMB e o CFM querem que a responsabilidade do médico esteja restrita à indicação do tipo de material e das características da prótese ou órtese, devendo a marca e a procedência serem definidas pela operadora de saúde.
Jorge Carvalho disse, porém, que a posição do CFM já vem provocando polêmica. Conforme explicou, o tema é complexo, pois envolve risco de dano ao paciente em casos de uso de equipamento inadequado, como também de complicações no procedimento cirúgico, quando o médico não estiver familiarizado com o equipamento fornecido.
Ele sugeriu que seja implantado sistema semelhante ao adotado na Suécia, onde existe a notificação de falhas em implantes. Também alertou para problemas de introdução, no mercado, de equipamento importado de alto custo, mas com alto índice de complicações pós-cirúrgicas, situação alimentada, frisou, pela crença equivocada de que "o mais caro é o melhor".
Jorge Carvalho anunciou que, em outubro de 2010, a ANS fará consulta pública para atualização da lista de equipamentos com cobertura pelos planos de saúde, possibilitando a inclusão de material fabricado no exterior, mas que possua registro na Anvisa, e a exclusão daqueles que não estejam registrados na agência.
O representante da ANS explicou ainda que os planos de saúde regidos pela Lei 9.656/99 possuem cobertura obrigatória de todo tipo de órteses e próteses. Já os anteriores a janeiro de 1999, correspondentes a 30% do total, podem tanto prever a cobertura total de gastos com próteses, como apenas daquelas que exigem ato cirúrgico, entre outras possibilidades.
- Um óculos é uma órtese não ligada a ato cirúrgico, mas uma lente intraocular está ligada a ato cirúrgico - exemplificou.

por Cristina Vidigal (Agência Senado)
08/07/2009

sábado, 20 de junho de 2009

Força Militar: Aperto financeiro nos quartéis

POR MARCO AURÉLIO REIS, RIO DE JANEIRO
Rio - O reajuste dos soldos das Forças Armadas previsto para entrar em vigor daqui a 10 dias está garantido, mas o aperto financeiro decorrente da queda da arrecadação de impostos já começa a ser sentido pelos quartéis. Mais unidades passam a adotar o meio-expediente às sexta-feiras (para economizar com o almoço) e outras estudam estender o corte para outros dias da semana, sendo o preferido a segunda-feira. O exemplo mais duro do aperto financeiro e seus efeitos na rotina e nos bolsos militares vem do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, o gigantesco centro de formação da Marinha na Penha. Alunos do curso de cabo estão tendo que pagar pelas apostilas que usam desde que sejam danificadas. “Só cobra se danificar, mas é impossível não danificar. A apostila vive com a gente. É usada em formaturas e até embaixo de chuva”, reclama um aluno. “Não dá para deixar a apostila novinha em folha após o uso. A economia que se está fazendo é bancada pela gente”, completa outro aluno.
Publicado em 20/06/2009 – Terra Notícias.

Ao nos depararmos com esta notícia, passamos a indagar como estará a saúde financeira dos Hospitais de Grande Porte e de Guarnições, Odontoclinicas, e postos avançados de Saúde dos Sistemas Militares de Saúde do Brasil (incluímos aqui os serviços de saúde das forças auxiliares: Policias Militares e Bombeiros Militares). Há anos o Sistema vem sofrendo com cortes sucessivos em suas verbas, pelo Executivo Federal, aliado ao fato que é um dever a prestação de serviços de saúde de alta qualidade a todos os militares, da ativa ou da reserva remunerada, pensionistas e ex-pracinhas, em todo o território brasileiro e onde se encontrar qualquer guarnição militar. Totalizando algo em torno de 1 milhão de usuários. Soma-se a isto o fato deste serviço prestado, por dever ético deve ser de ultima geração, pois devemos oferecer o melhor da medicina aos nossos pacientes. Como podem os Sistemas Militares de Saúde responder a esta demanda de serviços, sem que haja investimento em suas instalações, pois se o aperto atinge até a comida nos quartéis, o que dirá nos hospitais, laboratórios e outros serviços, pois a inflação médica está sempre acima da inflação geral, devido a peculiaridade em saúde de uma nova tecnologia, não substituir ou tornar obsoleta uma outra mais antiga. Fato este peculiar no mercado econômico da saúde em nosso país.
Por fim resta nos perguntar, por que não há cortes de verbas nos outros poderes, Legislativo e Judiciário, que nos aviltam com escândalos bilionários quase que diariamente.
Aroldo Moraes Junior - Rio de Janeiro

domingo, 14 de junho de 2009

Novas Turmas de Pós- Graduação em Auditoria de Sistemas de Saúde


Pós-graduação em auditoria de sistemas de saúde.

Devido à grande procurar de alunos para ingresso no curso de pós-graduação em auditoria de sistemas de saúde, após o inicio das turmas do 1º semestre na cidade do Rio de Janeiro. informo que já estão abertas as inscrições para as turmas do 2º semestre, com início previsto para 19/09/2009.

Para informações e inscrições acesse: http://www.estacio.br/posgraduacao/resultadobusca.asp?cod_area_interesse=4&nom_area_interesse=sa%fade&subcod_subarea_interesse=27&subnom_subarea_interesse=gest%e3o+em+sa%fade

NOVAS TURMAS REGIÃO NORDESTE
Estamos divulgando as novas turmas de Auditoria de Sistemas de Saúde, região nordeste, com as respectivas datas e períodos de inicio. As aulas são proferidas em módulos uma vez por mês (sexta à noite e sábado das 7 as 19 h). O que permite que o aluno tenha um calendário permanente e agende da melhor forma sua vida profissional com o curso.

Salvador data de inicio: 26/06/2009 – restam poucas vagas
Itabuna: agosto de 2009 (data a ser definida)
Natal: julho de 2009 (data a ser definida)
Maceió: julho de 2009 (data a ser definida)

Para maiores informações e inscrições: http://www.portalfcursos.com.br/pagina_cursonova.asp?idcurso=46

Desde já agradecemos a divulgação.

Universidade Estácio de Sá
Auditoria de Sistemas de Saúde
Prof. Aroldo Moraes Junior
http://auditoriadesistemasdesaude.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dr House – a série - comete uma gafe em relação ao Rio.


O Rio de Janeiro apareceu mais uma vez como cenário de uma série de TV americana. No 20º episódio da quinta temporada de House, a cidade tem uma participação que, apesar de pequena, mostra que o desconhecimento dos americanos sobre o Rio continua em alta. A série, conhecida por mostrar casos de difícil diagnóstico com base científica, cometeu uma gafe. Como é comum em outros episódios o famoso Dr House sempre acerta a hipótese diagnóstica, apesar de em sua obstinada – talvez doentia mania de ser – não antes porem de errar bastante, prescrever medicamentos que levam a complicações graves em seus pacientes e outras falhas grotescas.
No episódio "Simples Assim", exibido no Brasil pela TV a cabo, mostra o drama de uma paciente que morre depois de contrair Leishmaniose visceral, quando visitava o Rio de Janeiro. Como a série é calcada em diagnósticos e tratamentos com bases científicas, a equipe de assessoramento médico cometeu uma grande gafe, não só em relação à doença (seus sinais e sintomas), mas também quanto à forma de contágio da mesma.
A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun, é uma doença causada pelo protozoário tripanossomatídeo Leishmania chagasi. É transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis e L. cruzi; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex: galinheiros). Suas fêmeas se alimentam de sangue, preferencialmente ao fim da tarde, para o desenvolvimento de seus ovos.

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel. Quanto a este fato, podemos entendê-lo ao considerarmos a proximidade que estes animais têm com a nossa espécie e que nem todos, quando infectados, apresentam os sinais da doença (emagrecimento, perda de pelos e lesões na pele).

Indivíduos humanos apresentam febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez como sintomas. Fígado e baço podem ter seu tamanho aumentado, já que a doença acomete estes órgãos, podendo atingir também a medula óssea. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.

Doenças endêmicas em 62 países, no Brasil são registrados cerca de 3000 casos por ano, sendo que mais de 5% destes vão a óbito, cerca de um ou dois anos após o surgimento dos sintomas: grande parte em razão da falta de tratamento.

Para diagnóstico, exame de sangue para análise de anticorpos específicos, punção - com inoculação do material em cobaias - ou biópsia dos possíveis órgãos afetados são as principais formas de confirmar a presença do patógeno. O tratamento é feito com fármacos específicos, distribuídos pelo governo em hospitais de referência.

Medidas de prevenção e controle ainda não foram capazes de impedir a ocorrência de novos surtos do calazar. Entretanto, usar repelentes quando estiver em região com casos de leishmaniose visceral e armazenar adequadamente o lixo orgânico (a fim de evitar a ação do mosquito), além de não utilizar agulhas utilizadas por terceiros, são medidas individuais que diminuem a probabilidade de ser contaminado. O tratamento das pessoas doentes e eutanásia dos cães contaminados são outras importantes formas para evitar a leishmaniose visceral.
Apesar de ocorrer no mundo todo, tem maior incidência em áreas próximas a florestas. No Brasil, ano passado, foram registrados 3.303 casos. Nenhum deles no Estado do Rio de Janeiro.
Por Aroldo Moraes Junior – 18/05/2009 sobre notícia publicada – Jornal O Globo em 15/05/09.
Texto traduzido e enviado para Washginton Post, The New York Times e Herald Tribune. Para que seja restabelecida a verdade dos fatos.

Auditoria in loco: caminho para um melhor faturamento

O distanciamento entre o uso de materiais, o faturamento e o recebimento é uma realidade nos hospitais
A dificuldade dos hospitais entenderem o manual do intercâmbio e dos contratos diretos fez com que a Unimed Brasília desenvolvesse a Auditoria In Loco. De acordo com o superintendente de Recursos Próprios da Unimed Brasília, Robson Parpinelli, o distanciamento entre o uso de materiais, o faturamento e o recebimento é uma realidade nos hospitais brasileiros.
"Os gastos com materiais são perdas, afinal você usou, não faturou e não tem nem idéia se vai receber por isso", comenta Parpinelli.
Em 2007, após a consolidação da informatização e controle, a Unimed Brasília contabilizou a perda de 3% do faturamento, ou o mesmo que R$ 77 mil/mês. "Era muito dinheiro, muito mesmo. Para nós, R$0,01 é muito dinheiro", exclama.
Em 2008, essa perda se manteve em média de 0,5%. "Isso representou um total de R$ 778 mil em redução de perda, ao longo do ano. Se falarmos, também, em gastos com folha pessoal, a Unimed Brasília teve uma economia de R$1 milhão com estes dois processos".
Ao optar por planejar uma Auditoria In Loco, a cooperadora definiu quais as ferramentas seriam utilizadas e avaliou e reescreveu os processos. "Essa avaliação é a principal de qualquer projeto. E mais, também é necessário que se invista em capacitação e reavalie os resultados obtidos".
Em meio às atividades planejadas, Parpinelli destaca a interface entre os setores e a educação continuada. "Não adianta cada um seguir para um lado, o trabalho deve ser realizado em conjunto, todos devem ‘remar" para o mesmo sentido. São muito importantes que não se desvirtue as ações do hospital de uma ação médica. "O médico tem que ser um colaborador", ressalta.
A Auditoria In Loco tem feito com que a Unimed Brasília fature 80% em seus dois hospitais com uma média de 72 horas após alta, os outros 20% em até oito dias após alta. "A Auditoria também nos permitiu reduzir 30% da equipe pré-faturamento, e a conscientização das equipes de enfermagem e farmácia sobre a necessidade do trabalho in loco, e consequentemente, a redução da glosa", explica o superintendente.
Parpinelli indica a mudança cultural como a principal dificuldade da Auditoria. Para ele, o mais difícil foi desenvolver o projeto sem parar o funcionamento do hospital.
Mas, segundo o executivo, a Auditoria ainda tem algumas pendências existentes. "A falta de conscientização dos médicos assistenciais da necessidade de cumprimento dos cronogramas internos é um sério problema. Isso é essencial para se reduzir ainda mais as glosas. Outra pendência importante é a alocação eletrônica de medicamentos, e a conclusão do prontuário eletrônico", finaliza.

por Thaia Duo -07/05/2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Médicos são multados por letra ilegível

Clínicos gerais foram punidos no Paraná depois de prescreverem remédios de tarja preto com caligrafia indecifrável
A Vigilância Sanitária de Londrina (PR) multou três médicos por prescreverem medicamentos e tratamentos em receitas com letras ilegíveis.
Cada médico foi autuado em R$ 2.000. Todos têm 15 dias para apresentar defesa, por escrito, à Vigilância Sanitária.
O diretor do órgão na cidade, Rogério Lampe, afirma que as autuações ocorreram após denúncias de farmacêuticos, pacientes e do serviço municipal de saúde.
Foram recolhidas 30 receitas com letras ilegíveis dos médicos, todos clínicos gerais. Nenhum dos três profissionais teve o nome divulgado.
- “Um farmacêutico nos disse que poderiam estar vendendo medicamentos com dosagem diferente”, afirma Lampe.” Por todas as receitas serem referentes a medicamentos controlados, aqueles de tarja preta, dependendo da dose o paciente pode até morrer.”
As multas foram baseadas em artigo de portaria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determina que “notificação de receita deverá estar preenchida de forma legível.”
Um dos médicos, que só atende pacientes na rede pública, afirmou, em justificativa informal à Vigilância Sanitária, que a letra dele pode ser ilegível ``porque paciente do SUS não sabe ler``.
``Ato antiético``
O diretor da Vigilância Sanitária afirma que, pelo “ato preconceituoso” e “antiético” do médico, vai levar o caso ao CRM (Conselho Regional de Medicina).
Os outros dois médicos, que atendem pacientes da rede pública e privada, segundo Lampe, disseram que entenderam a autuação e que vão melhorar a letra nas prescrições e atender novamente os pacientes prejudicados.
Dependendo da defesa de cada médico, a multa pode aumentar ou diminuir, assim como ser extinta. Se houver reincidência, a multa pode dobrar, e os casos, serem encaminhados ao Ministério Público.
O CRM diz que vai decidir se abre sindicância. “No bom exercício da medicina está preconizada a letra legível do médico. A letra ilegível pode pôr em risco o atendimento dos pacientes”, afirmou Donizetti Berardino Filho, conselheiro do CRM.

Fonte: CÍNTIA ACAYABA - Folha de S.Paulo

sexta-feira, 8 de maio de 2009

México avalia impacto econômico da gripe suína.

Autoridades avaliavam nesta terça-feira o impacto econômico da gripe suína no México, onde a situação parece voltar à normalidade, com o retorno às aulas e a reabertura do comércio. O vírus A H1N1, que já matou 26 pessoas no país (29 segundo a Organização Mundial de Saúde), vai reduzir em "cerca de 0,3%" da riqueza nacional, algo em torno de 2,3 bilhões de dólares, declarou o ministro mexicano das Finanças, Agustin Carstens, ao anunciar um plano de reativação econômica.
O governo prevê lançar um pacote de 2,1 bilhões de dólares, que inclui medidas fiscais de incentivo totalizando 1,3 bilhão, e um fundo para promover o turismo, a terceira fonte de divisas do país. Para as empresas em dificuldades, haverá um total de 380 milhões de dólares em créditos bancários.
O PIB mexicano, que foi de 900 bilhões de dólares em 2008, já estava ameaçado pela queda nos preços do petróleo e a desvalorização do peso, em razão da crise financeira mundial. Na frente médica, o ministro da Saúde, José Angel Cordova, confirmou que a epidemia de gripe suína está cedendo, apesar do registro de 64 novos casos, o que eleva o número total a 840.
A elevação do número de casos confirmados se deve, principalmente, a divulgação de resultados de análises feitas anteriormente. O último caso de óbito confirmado remonta ao dia 29 de abril, destacou Cordova. A maior parte dos óbitos ocorreu na Cidade do México e em seus subúrbios, e as vítimas tinham, na maioria, entre 20 e 39 anos. A epidemia atingiu seu pico entre 23 e 28 de abril
Após uma semana de grande apreensão, a capital mexicana, onde vivem cerca de 20 milhões de habitantes, retoma seu ritmo acelerado, com a volta dos engarrafamentos gigantescos, e a reabertura de bares e restaurantes. - "Estamos voltando lentamente à normalidade", disse hoje o presidente Felipe Calderon, na TV, afirmando que o México protegeu toda a humanidade contra a propagação do novo vírus.
Uma grande operação de limpeza foi realizada em bares, restaurantes, transportes públicos e escolas. "Foi tudo limpo e desinfetado: paredes, pratos, copos, mesas e cadeiras", disse à AFP Lourdes Ramirez, um empregado do restaurante De la Condesa, na capital. As escolas de nível superior retomaram as aulas nesta terça, e o ensino básico volta a funcionar na quinta-feira, mas cinemas, teatros e discotecas ficarão fechados até nova ordem.
O fechamento do comércio, determinado no dia 28 de abril, provocou um prejuízo diário de 100 milhões de dólares para o setor hoteleiro do México, ameaçando o emprego de 450 mil pessoas. A ocupação dos hotéis caiu para 10% na Cidade do México e as praias mexicanas, especialmente na península atlântica do Yucatan, estavam desertas, após o cancelamento de 70% das reservas.
Fonte: CNN Economic Journal

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tecnologia da Informação e Saúde no Brasil

O setor de saúde foi um dos últimos a implementar mais sistematicamente a tecnologia da informação no Brasil. Contudo, nos últimos anos tal setor vem adotando fortemente soluções voltadas à melhoria de processos e ganhos de produtividade, que tem como objetivos centrais melhorar o atendimento aos pacientes e reduzir os custos das instituições.
Soluções capazes de integrar a rede de informações de pacientes, como o Hospital Information System (HIS), ou soluções voltadas ao armazenamento e gerenciamento de imagens como o PACS (Picture Archiving and Communication Systems) e o sistema de gerenciamento do departamento de radiologia – RIS (Radiology Information System) têm sido amplamente desenvolvidas dentro das instituições no Brasil.

Hoje, o mercado de HIS, PACS/RIS movimenta perto de US$ 80 milhões por ano, e promete altas taxas de crescimento para os próximos anos. As empresas fornecedoras de soluções de HIS, tais como MV Sistemas, WPD, Intersystems tem se focado bastante no desenvolvimento de projetos que contemplem redes de hospitais públicos, que integrados com este tipo de solução, ganhariam bastante em termos de produtividade, desde que diminuiria a repetição de exames feita por pacientes que procuram distintos hospitais e centros para tratamento. A integração da rede pública também permitiria aos gestores de saúde pública traçar o perfil epidemiológico de determinada localidade, e com isso melhor traçar políticas voltadas às necessidades daquela população.

Por outro lado, a implementação do PACS, solução fornecida pela Agfa Healthcare, Carestream Health, Philips Medical, GE Healthcare, e outras empresas do mercado de diagnóstico por imagem, permite que laudos de exames sejam feitos e lidos remotamente, o que tende a impulsionar a telemedicina, vertente do setor de saúde bastante insipiente no Brasil, mas que já tem ganhado grande espaço em regiões mais desenvolvidas como Europa e Estados Unidos.

A administração dos hospitais brasileiros está muito mais consciente dos benefícios que a tecnologia da informação pode trazer à saúde, e tende a investir cada vez mais nestas soluções. Hoje, ainda persiste uma restrição financeira bastante significativa, dado o alto investimento inicial na implementação destas soluções. Contudo, uma vez que tais tecnologias tenham maior penetração, os hospitais terão um benchmark, o que os tornará mais confiantes quanto ao retorno certo de tais investimentos.

por Luisa Woge e Tania Mito em Saúde Bussines

O mundo sem fome!!


"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número (grifo nosso).
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa?
"O nosso almoço tá garantido mesmo..."

Texto atribuído a MUNIZ NETO, diretor de criação e sócio da Bullet.

Colaboração da ex-aluna Rosangela Vieira de Campo Grande-MS

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Segredos do Relacionamento

Ninguém empreende uma jornada sozinho.
Dependemos constantemente uns dos outros — de maneiras tangíveis e intangíveis —
para conduzir-nos em direção a nosso destino. Não
atingimos o sucesso sem a ajuda de outras pessoas. No
entanto, estabelecer relacionamentos positivos pode
ser um desafio. Em Segredos do relacionamento John
Maxwell revela os segredos existentes por trás da conexão
com outras pessoas. Ele aponta barreiras para os
relacionamentos, enfatiza necessidades compartilhadas
entre as pessoas e descreve como nos conectar em diferentes
níveis. Mostra também, de modo bastante natural,
como os relacionamentos têm impacto sobre a liderança.
Acima de tudo, nos ajudam a desenvolver nosso potencial
máximo.

Prefácio do Editor, do livro Segredos do Relacionamento de, John Maxwell
Acesso completo ao conteúdo em: http://www.editoramundocristao.com.br/adicionais/p10451.pdf

Colaboração da Aluna Cristiane Balbino – Turma Rio 24 - Campus Tom Jobim

Ele é o Cara!!! Será mesmo?


Foto Agencia “O Globo”

Todos nos assistimos ou ao menos ouvimos que na ultima reunião do G20, o agora novo baiano Barak Hussein Obama da Silva, se rasgar em elogios ao Presidente Lula. Se você não viu, copie o link abaixo no seu navegador e reveja a cena mais marcante para o líder mais popular da Terra, segundo o new baiano.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM994072-7823-LULA+RECEBE+ELOGIO+DE+OBAMA,00.html

Muito se especulou da sinceridade de tais palavras, era ironia? Era o jeito popular do linguajar do Presidente Americano?
De certo nada destas especulações abalou o ego do nosso Presidente, que em retribuição afirmou, desculpe-me a gozação.
- “Nunca na história deste planeta houve um Presidente Americano que é a cara da gente”. E completa - “se ele for a Bahia será confundido com qualquer soteropolitano nas ladeiras do Pelourinho, se estiver vendendo fitas do Senhor do Bom Fim – ó pai ó – estará completa a transformação”, perdoem-me novamente a gozação, mas só assim para aguentarmos tudo isso, diante do Mundo em Profunda Crise Econômica. Seu ego foi tão profundamente enaltecido, levando o Cara Presidente afirmar que iria emprestar dinheiro para o FMI, pois é chique!!
No Brasil, na área da saúde, a cada R$ 100,00 investidos em Saúde, R$ 48,00 são investimentos do Governo, mas nunca na historia da saúde no Brasil os investimentos públicos ficaram tão longe do final das filas do SUS.
Desde a criação até sua morte a CPMF, que originalmente foi criada como um fundo para saúde, sua arrecadação foi destinada aos seus propósitos originais.
Principalmente depois que o político mais popular da terra assumiu e fez passar no Congresso a DRU – Desvinculação das Receitas da União, o que permitiu ao governo aplicar onde quisesse 20% da arrecadação da CPMF, isso gerou uma divida para com a saúde da ordem de R$ 14,4 bilhões.
Neste ano de 2009, o Orçamento da Saúde estipulado pela LDO – Lei de Diretriz Orçamentária, votada pelo Congresso, foi de R$ 59,5 bilhões, mas nosso Presidente fez um corte na área da saúde de R$ 3,4 bilhões.
Está somando? Não? Somaremos no final.
Os repasses fundo a fundo, dinheiro transferido automaticamente aos Estados e Municípios e Distrito Federal, sofreram um corte de R$ 6,1 bilhões.
Hoje 9/04/2009, o Sr Ministro da Fazenda Guido Mantega, noticiou que o Brasil, esta pronto para emprestar ao FMI a bagatela de R$ 9,3 bilhões.

Algo me faz crer que boa parte deste dinheiro tem origem, na divida para com a Saúde que somadas são algo em torno de R$ 23,9 bilhões

Bem acho que devemos dizer ao nosso Novo Baiano Obama, quem é o cara.

Mas com sinceridade acho que ele sabe muito bem com quem está lidando, basta ver o seu programa de reestruturação da saúde publica americana, que a exemplo do nosso, não funciona de fato.

Aroldo Moraes Junior

terça-feira, 31 de março de 2009

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA: O CORDEL REFLETINDO O COTIDIANO !!

Por Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a ig reja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na ling??iça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Colaboração do ex-aluno Andre Luis Moraes de Souza – Turma Itabuna B

Vacinação: Custos ou Investimento em Saúde ?

Para uma vacina ser incluída no calendário do Ministério da Saúde ela precisa atender a vários critérios, entre eles: epidemiológico (numero expressivo de casos); imunológico (a proteção obtida com a vacina deve ser alta); tecnológico ( a vacina deve estar disponível para o Brasil com a possibilidade de, ao ser introduzida, haver incorporação da tecnologia de produção), logística, custo-benefício, entre outros.
O que se observa como tendência natural é que as doenças e de grande incidência que tiveram as respectivas vacinas introduzidas nos calendários apresente acentuada queda de casos. Com isso, outras doenças, cujo numero de casos era comparativamente menor, acabam ganhando maior destaque. Foi o caso do Haemophilus Influenzae tipo B (Hib), antes responsável por 95% dos casos de doenças invasivas como a meningite e pneumonia. A partir de 2000, com a aplicação da vacina conjugada contra o Hib, houve queda de 90% na incidência de meningites por este agente.
Há estudos de custo-benefício, custo-efetividade e impacto para as vacinas Varicela (atenuada), pneumocócica conjugada, meningocócica C e Hepatite A. Há um compromisso formal de inclusão da meningocócica C e pneumocócica conjugada a partir de 2011.
Mas ainda é preciso muitos mais estudos e compromissos para ampliação tanto do Calendário de Vacinas para crianças como para os adultos. Estudos bem estruturados demonstram a Redução do Risco Relativo-RRR com a vacina anti-HPV, feitos em uma amostra de meninas, cujo critérios de inclusão no estudo foram: que ainda não haviam iniciado vida sexual ativa entre 11 a 12 anos. O vírus HPV é o principal agente etiológico do câncer de colo uterino, devido ao diagnóstico tardio e a falta de tratamento, afetando milhares de mulheres, a maioria jovem e com filhos pequenos. Muitas delas morrem. O custo total das três doses da vacina varia de R$ 1 mil a R$ 1.200,00. Depreende-se deste fato que custa muito mais caro tentar curar o câncer estabelecido do que a prevenção por vacinação da população alvo.
Observando-se a Caderneta de Vacinação de Crianças, encontramos que não são ofertadas para o público em geral, nos postos de vacina pública, as seguintes vacinas: poliomielite (vírus inativados); Antipneumocócica conjugada heptavalente; Antipneumocócica C conjugada; Influenza (gripe), Hepatite A; Varicela (catapora), anti-HPV. Todas estas vacinas são encontradas na Rede Privada de Saúde e a ela somente tem acesso um parcela restrita da população brasileira de crianças.
Estudos de impacto econômico na população de outros países, onde a caderneta é completa, demonstram cabalmente que vacinação não é Custo, antes porem é um Grande Investimento, frente aos custos de tratamento, da maioria das doenças por ela evitadas.
Aroldo Moraes Junior.

Transferência do Custo da Responsabilidade Civil e os Laboratórios

Segundo informações do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o número de processos envolvendo o chamado “erro médico” cresceu 17 vezes em 7 anos. Em 2001 eram 23 processos e em Outubro de 2008 eram 360.
Uma análise mais detida da informação acima permite concluir que o número de processos envolvendo “erro médico” cresceu muito mais do que 17 vezes neste século. Isso porque, o STJ é a última instância do Poder Judiciário para analisar questões não relacionadas à Constituição Federal.
Na organização do Poder Judiciário, de forma sintética, pode-se afirmar que são três esferas: Juízo Monocrático (Vara cível), Tribunal de Justiça Estadual e Superior Tribunal de Justiça. Destarte, o processo inicia-se em uma Vara Cível (Juízo Monocrático), segue ao Tribunal de Justiça Estadual e posteriormente ao STJ.
Para que um processo chegue ao STJ, o recurso apresentado (especial) deve obedecer alguns requisitos. Isto é, embora possam ser apresentados recursos das decisões proferidas pelos Tribunais Estaduais, não são todos os recursos que chegam a ser apreciados pelo STJ.
Logo, como não são todos os processos que chegam ao STJ, o aumento verificado neste Tribunal reflete apenas e tão somente parte do efetivo crescimento do número de demandas envolvendo o “erro médico”.
De outro lado, deve-se destacar que o percentual de procedência (ganho de causa pelo “paciente”) é relativamente pequeno, correspondendo a aproximadamente 20% (vinte por cento). Ou seja, 80% (oitenta por cento) das ações envolvendo “erro médico” são julgadas improcedentes.
Porém, o que pode parecer ser um ganho para os processados, na realidade mostra-se perda, na medida em que a defesa em um processo judicial representa custo para o demandado, conforme abaixo se expõe.
Isso se deve, principalmente, ao fato de que o “paciente” ingressa com a ação judicial e pleiteia os benefícios da justiça gratuita. Uma vez concedidos estes benefícios, o autor não terá que arcar com as custas e despesas do processo, tampouco com os honorários de sucumbência, pelo menos enquanto durar a condição de “pobre”.
Somem-se a isso outros dois fatores relevantes: a fábrica do dano moral e a “propaganda” no sentido de que todos os pacientes que ingressam com ação judicial vencem (praticamente todos os dias a mídia apresenta decisões favoráveis aos pacientes e nunca – ou quase nunca – publicam matérias em que os paciente foram vencidos, embora estas sejam a maioria).
Com estes três fatores principais, o quadro está pintado: o autor não precisa pagar para processar (e se perder a ação não precisará “colocar a mão no bolso); qualquer insatisfação torna-se dano moral e não se tem notícia de que pacientes perdem ações contra prestadores de serviço na área da saúde (médicos, dentistas, hospitais, clínicas, laboratórios, etc.).
Desse modo, o autor não paga as custas de distribuição (aproximadamente 1% do valor do pedido), tampouco honorários do perito; além disso, se perder a ação (o que ocorre na grande maioria das vezes), não terá que arcar com os honorários sucumbenciais (na faixa de 10 a 20 % do valor da causa).
Ou seja, ao ser vencido em uma ação judicial, o autor simplesmente deixa de ganhar, posto que nada teve que pagar. Por seu turno, o processado, embora vencedor, terá que suportar os custos relativos às custas e despesas do processo, além de honorários advocatícios, periciais e de assistente técnico.
Portanto, claramente pode-se concluir que a simples existência de um processo judicial, independentemente da condenação, acarreta custos para o demandado.
No intuito de minimizar os custos relativos à responsabilidade civil acima apontados, o gerenciamento de riscos mostra-se conduta primordial. E, dentre as medidas contempladas pelo gerenciamento de riscos, a contratação de um seguro de responsabilidade civil profissional tem-se mostrado elemento de elevada importância.
Antes de mais nada, o que se deve ter em mente é que o seguro de responsabilidade civil profissional protege apenas e tão somente o prejuízo financeiro suportado pelo demandado em uma ação judicial. Logo, não se caracteriza como uma carta em branco para os segurados agirem de forma contrária aos preceitos éticos e doutrinários.
Como dito acima, o seguro de responsabilidade civil profissional apenas e tão somente é uma forma de transferência do custo da responsabilidade civil. Caso o segurado seja vencedor na ação que lhe foi infundadamente movida, não terá que suportar todos os prejuízos havidos por conta da demanda (custas e despesas processuais, honorários de advogado, perito e assistente técnico, etc.).
Evidentemente, o interessado em contratar o seguro de responsabilidade civil profissional deve fazê-lo de forma consciente, observando-se alguns elementos principais, conforme passaremos a indicar de forma sucinta.
O objeto do contrato deve guardar relação com danos decorrentes do exercício profissional. Uso, existência e conservação do imóvel, incêndio, roubo/furto, etc. são figuras alheias ao seguro de responsabilidade civil profissional.
A contratação pode ser feita na pessoa física ou na pessoa jurídica. No caso específico de laboratórios, a legislação faculta ao paciente o ingresso com a ação em face do médico (pessoa física) que assinou o laudo e/ou em face do laboratório (pessoa jurídica). Desse modo, o “paciente” pode processar ou o médico; ou o laboratório; ou ambos. Isto é, o laboratório poderá ser demandado por ato praticado por qualquer um dos seus prepostos.
Assim, este fator deve ser considerado pelo laboratório, ou seja, a contratação do seguro de responsabilidade civil profissional é importante, posto que o laboratório pode ser demandado por ato praticado por um de seus prepostos, arcando com todos os custos processuais acima referidos.
Ainda, deve ser observado o valor da importância segurada (valor máximo a ser pago pelo seguradora) contratada, bem como se existe previsão de franquia para o segurado.
Além desses, o interessado deve ficar atento ao tipo de cobertura, isto é, quais danos causados a terceiros estão cobertos. Isso porque, apólices de algumas seguradoras condicionam o pagamento de danos morais à existência de danos corporais ou materiais.
Este tipo de apólice não atende aos interesses dos laboratórios, na medida em que muitas vezes as ações versam sobre danos morais puros, independentemente da existência de danos materiais ou corporais. Assim, quando da contratação do seguro, a cobertura para os danos morais deve ser independente da ocorrência de qualquer outro dano.
Outrossim, o segurado deve observar os riscos excluídos e as causas de perda do direito à indenização, sendo que estas cláusulas variam de seguradora para seguradora, mas sempre guardam relação em linhas gerais, dentre outras, com prática de atos antiéticos intencionais (dolosos), atos proibidos pela legislação e defeito na informação para com a seguradora.
O segurado, ainda, deve buscar a contratação de um seguro de responsabilidade civil profissional que lhe garanta assessoria jurídica em todas as esferas possíveis de responsabilidade, a saber: cível, criminal, ética e administrativa.
Especificamente em relação aos laboratórios, há seguradoras no mercado que estendem a cobertura da pessoa jurídica para o responsável técnico. Destarte, a pessoa jurídica contrata o seguro de responsabilidade civil, mas, por força da cláusula extensiva da cobertura, os danos praticados pela pessoa física do responsável técnico também estarão cobertos pelo seguro.
Observadas as condições acima, tem-se que a contratação de um seguro de responsabilidade civil profissional é uma medida salutar e necessária para que o laboratório não se veja obrigado a suportar as despesas decorrentes de processos judiciais.
Evidentemente, a decisão de bancar os riscos e eventuais prejuízos de uma ação judicial ou de transferir os custos da responsabilidade civil cabe a cada um. O importante é que a decisão de contratar ou não o seguro seja feita de forma esclarecida.
Neste sentido, conforme já dito, o seguro não é uma carta em branco para o segurado e tampouco cobrirá o seu principal patrimônio que o nome. O seguro, repita-se, destina-se a aceitar os riscos de cobrir os custos que o segurado tiver com procedimentos relacionados ao desenvolvimento de sua atividade. Pelo bom nome, cabe ao segurado zelar.
Portanto, em conclusão, tem-se que o seguro de responsabilidade civil profissional não evita que os fatos aconteçam. Mas, se acontecerem, arca com os seus custos financeiros, protegendo o patrimônio do segurado.
Colaboração de MARCOS COLTRI - Advogado e Especialista em Direito Médico
http://direitomedico.blogspot.com/

segunda-feira, 30 de março de 2009

Unimed-Rio divulga faturamento de 2008

Cooperativa apresentou números finais de 2008 em Assembléia Geral Ordinária. Seu faturamento bruto chegou a R$ 1,8 bilhão.
A Unimed-Rio anunciou avanço em seu faturamento bruto chegando à marca recorde de R$ 1,8 bilhão o que representa evolução de 23% em relação a 2007. O resultado líquido de 2008 foi de R$ 26,157 milhões, 9,5% superior aos R$ 23,884 milhões conquistados no ano anterior.

por Saúde Business Web
30/03/2009

sábado, 28 de março de 2009

“Os médicos chegaram ao fundo do poço”.

O "Diário de Natal" publicou uma carta patética sobre o aviltamento da
profissão médica, caracterizado pela desvalorização do "Coeficiente de
Honorários" em 308% nos últimos nove anos, o que representa um
decréscimo no valor recebido pelos profissionais, se calculado em dólar, em 351%.
O documento, mais que uma reclamação, uma seriíssima denúncia do ponto a que
chegaram os médicos, grande parte dos quais à beira da insolvência
financeira, leva assinatura do Dr. Paulo Ezequiel, funcionário das
Secretaria de Saúde Municipal e Estadual, no Rio Grande do Norte, e que
recebeu a imediata solidariedade de outros nove médicos da rede Estadual,
que também é a carta aberta.
A repercussão foi tão grande, que por conta própria médicos do Brasil
inteiro passaram a retransmitir a carta para colegas e amigos, via e-mail.
A seguir a íntegra do documento:


"Médicos, companheiros de profissão, como descemos”...
Quando meu pai, médico, aposentou-se há nove anos, disse que estava fazendo
aquilo porque a profissão médica havia chegado ao fundo do poço e não
agüentava ver a classe descer mais do que aquilo.
Nesses nove anos, os salários e até o CH (coeficiente de honorários), criado
para proteger o trabalho médico, desvalorizou 308,68% se comparado ao
salário mínimo, e nós pagamos salários baseados no mínimo aos
funcionários, desvalorizou 73,47% pelo IBG; que mede o índice de preços ao
consumidor/inflação), índice este que sabemos ser maquiado pelo Governo Federal.
Se "dolarizarmos" nossas perdas, elas chegam a 351,81%.. Como descemos...
Inicialmente fizemos cortes no orçamento, depois aumentamos a carga de
trabalho, passando a dar mais plantões.
Cortamos férias, nos tornamos "clientes especiais" dos bancos,
inicialmente eventuais, hoje ativos.
Não temos tempo sequer para nos organizar. Como descemos! Não podemos lutar
sequer na Justiça, pois o Judiciário jamais votaria a nosso favor, mesmo que estejamos certos.
Os juízes já votaram seu próprio aumento salarial e, se votassem o nosso, poderia não sobrar para eles.
Em 1994 um médico recebia R$ 755,00 e um promotor público R$ 1.300,00. Hoje, o médico recebe os mesmos R$ 755,00 e o promotor mais de R$ 8.000,00.
Que diferença de responsabilidade ou de um curso faz com que ocorra tal
disparidade? Sem falar de vereadores, auditor fiscal e outros cargos que,
devido ao seu poder de autogestão dos salários foram evoluindo
exponencialmente, enquanto nós retrocedemos.
Como descemos! E a culpa, de quem é? De nós mesmos! Nós, que deixamos a
coisa ocorrer sem reagir.
Talvez devido a celebre frase: "Medicina é sacerdócio!". Mas até os padres,
hoje em sua maioria vivem bem, comem bem, dormem bem, têm carro, vestem-se
bem, viajam.
A culpa é nossa por termos aceitado dar plantões em condições mínimas! Sem
água? Compramos água.Comida ruim? Compramos comida.
Não há material? Improvisa . Tudo em prol da continuidade do serviço e do paciente.
A culpa é nossa por termos criado uma cooperativa médica que pode proteger a
todos, menos ao médico.
Veja uma diária hospitalar hoje e há oito anos. Quem protege quem? Os planos
de saúde aprenderam que não temos tempo para reclamar e pagam o que querem,
quando querem e se quiserem. Como descemos!
Chegamos no nosso carrinho, cara de cansados, exaustos, na verdade,
maltrapilhos e somos atendidos pelo gerente do plano de saúde: bem dormido,
gravata, perfumado e de carrão zero às nossas custas. Burros de cangalha é o
que somos!
O Governo também aprendeu que não temos força para cobrar o que é de
direito: retira gratificações, suspende pagamentos. É como se fôssemos
isentos de obrigações financeiras. . Coitados de nós! Como descemos!!!!
Temos medo de pedir um orçamento a um pintor ou pedreiro. Estamos apertados
para pagar o colégio dos nossos filhos.
Achamos que se continuarmos assim, vamos acabar pagando para trabalhar.
Estamos enganados! Já estamos pagando, pois as noites em claro nos renderam
doenças e problemas de saúde que nossa aposentadoria do Estado de R$ 400,00
somados ao INSS de R$ 800, 00, mais talvez uma previdência privada, não conseguem cobrir.
Pagamos, porque a nossa ausência em casa na busca de manter um "padrão de
vida",não tem preço. Nossos filhos estão à mercê de drogas e maus exemplos,
devido ao abandono.
E como dizer aos nossos filhos para estudarem, pois vale a pena ? Eles vêem
o exemplo do pai que estudou tanto, fez tantos cursos, passou tantos
concursos e tem uma qualidade de vida tão ruim. E aí vem o "Big Brother", as
novelas e pessoas que vivem melhor, até de forma ilícita. É difícil fazê-los
compreender que os que nos mantêm em nossa profissão, o que nos alimenta a
alma e o espírito são duas coisas: o amor pela prática médica e a incapacidade que temos de reverter todo o investimento que fizemos à mesma.
Se o medo é de pagarmos para trabalhar, pode ficar ciente de que já estamos
fazendo isso! Acho que deveríamos ser mais radicais e não aceitarmos
imposições, pois sabemos que estamos totalmente certos!
Temos que ganhar melhor para atendermos melhor a nossos pacientes. Temos que
dormir bem, para atendermos melhor a nossos pacientes. Temos que estudar e
nos atualizar, para atendermos melhor a nossos
pacientes. Queira ou não, tudo isso depende de remuneração!”

Colaboração de Rogério Carvalho Pereira – Medico Auditor